UNIVOB – UNIÃO NACIONAL E INTERNACIONAL DE VOLUNTARIADOS DO BRASIL

Grupo Voluntário da Sociedade Civil Organizada – Associação de Fato

Formação profissional e atuação na gestão de abrigos temporários 

Defesa Civil somos todos nós!

univob@atividadehumanitariadefesacivil.com

IntÉrprete de Libras para

apoio humanitário e social

Facilitamos a comunicação entre pessoas surdas e equipes de proteção civil em

situações de emergência.

Estamos trabalhando para criar uma página que reflita nosso compromisso com as atividades humanitárias e de proteção civil. Em breve, você encontrará informações detalhadas sobre nossas ações e como você pode se envolver.

Garantimos acesso à informação e direitos por meio da interpretação qualificada em Libras durante ações de defesa civil.

Aguarde novidades em breve!

Estamos trabalhando para trazer informações valiosas sobre nossas atividades humanitárias. Fique atento!

Capelania Especializada da UNIVOB

Um Acolhimento Espiritual para Todos

Bem-vindo à Capelania Especializada da UNIVOB – União Nacional e Internacional de Voluntariados do Brasil, entidade integrante do Grupo Voluntário da Sociedade Civil Organizada (Associação de Fato).

Aqui, cada pessoa é recebida com carinho, respeito e atenção, independentemente de sua fé, crença ou convicção religiosa. Nosso maior compromisso é com você e com o seu bem-estar.

Quem Somos

Somos uma família de voluntários dedicada ao cuidado humano. Nossa missão é oferecer assistência espiritual acolhedora, com escuta atenta, empatia genuína e respeito profundo pela história de cada pessoa que chega até nós.

Aqui, você não está sozinho. Estamos aqui para caminhar ao seu lado.

1ª Capelania Social e Defesa Civil do Ministerium Espiritual CWS Salvar de Missionário de Defesa Civil – MECSMDC

A 1ª Capelania Social e Defesa Civil do Ministerium Espiritual CWS Salvar de Missionário de Defesa Civil – MECSMDC é um setor especial da UNIVOB, criado para levar cuidado espiritual e emocional nos momentos mais difíceis da vida. Atuamos junto às ações de proteção e defesa civil, oferecendo um abraço espiritual em situações de emergência, desastres e vulnerabilidade.

Nosso coração bate junto ao seu, onde quer que a dor ou a necessidade se apresente. Somos missionários do cuidado, levando esperança e conforto a quem mais precisa.

Onde Nosso Coração Está Presente

Trabalhamos com amor nas atividades de proteção e defesa civil, levando acolhimento a:

  • 🏠 Abrigos Provisórios e Temporários – onde oferecemos suporte espiritual e conforto a famílias em situação de vulnerabilidade;
  • 🚐 Atendimento Itinerante – levamos carinho e esperança onde quer que a necessidade apareça;
  • 🌍 Presença ativa no campo – onde colocarmos a planta do pé, levamos cuidado, conforto e um sorriso amigo.

Estamos ao lado de quem mais precisa, em momentos de crise, desastres, emergências ou situações de fragilidade social, sempre prontos para estender a mão e oferecer um ombro amigo.

Locais Onde Nossos Capelães Levam Cuidado

Nossos capelães e voluntários estão presentes em muitos lugares, levando apoio espiritual e emocional com muito carinho. Onde houver alguém precisando, estaremos lá:

No Cuidado com a Saúde

  • 🏥 Hospitais – públicos e privados, junto a pacientes, familiares e equipes de saúde;
  • 🩺 Clínicas e Unidades de Saúde – UPA, UBS, prontos-socorros e centros de especialidades;
  • 💊 Centros de Tratamento e Recuperação – apoio amoroso a pessoas em tratamento de dependência química e enfermidades;
  • 🏠 Instituições de Longa Permanência – casas de repouso, asilos e abrigos de idosos, levando companhia e cuidado.

No Cuidado Social e Comunitário

  • 🏘️ Comunidades e Áreas de Vulnerabilidade – atendimento junto a famílias em situação de risco social;
  • 👧 Abrigos e Casas de Acolhimento – para crianças, adolescentes, mulheres e idosos;
  • 🍲 Centros de Acolhimento à População em Situação de Rua;
  • 🎓 Escolas e Instituições de Ensino – apoio a alunos, educadores e famílias.

No Cuidado com a Justiça e Segurança

  • ⛓️ Unidades Prisionais e Centros Socioeducativos – assistência fraterna a detentos, internos e familiares;
  • 🚓 Corporações de Segurança – apoio a policiais, bombeiros e agentes de defesa civil;
  • ⚖️ Fóruns e Instituições do Sistema de Justiça.

No Cuidado Empresarial e Corporativo

  • 🏢 Empresas e Ambientes Corporativos – capelania empresarial, apoio a colaboradores e lideranças;
  • 🚢 Portos e Aeroportos – assistência a trabalhadores e viajantes;
  • 🚛 Rodovias e Áreas de Transporte.

Em Outras Situações de Cuidado

  • 🚨 Emergências e Desastres – apoio em situações de calamidade, em parceria com a defesa civil;
  • 🚐 Atendimento Itinerante – presença onde houver necessidade;
  • 🙏 Atendimento domiciliar e comunitário – para pessoas impossibilitadas de se deslocar.

Acessibilidade e Inclusão de Verdade

Nos Abrigos Emergenciais, acreditamos que o acolhimento deve chegar a todas as pessoas, sem exceção. Por isso, temos voluntários capacitados em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) em nossa equipe.

A 1ª Capelania Social e Defesa Civil do MECSMDC garante que pessoas surdas ou com deficiência auditiva recebam o mesmo carinho, respeito e cuidado espiritual que todas as demais pessoas.

Nossa equipe está preparada para:

  • ✅ Conversar em LIBRAS nos abrigos emergenciais;
  • ✅ Oferecer atendimento espiritual acessível a pessoas surdas e com deficiência auditiva;
  • ✅ Incluir plenamente todas as pessoas, sem barreiras de comunicação;
  • ✅ Celebrar a diversidade em todas as suas formas.

Nossa Essência

A Capelania Especializada da UNIVOB não é vinculada a nenhuma crença, doutrina ou religião específica. Nosso trabalho é laico, inclusivo e universal, voltado a todas as pessoas que buscam apoio emocional, conforto espiritual ou orientação em momentos de vulnerabilidade.

Aqui, não importa sua tradição religiosa ou a ausência dela. O que importa é você, sua história e seu bem-estar.

Nosso Compromisso com Você

Acreditamos que toda pessoa merece ser ouvida, respeitada e amparada. Por isso:

  • ❤️ Recebemos todos com carinho, sem qualquer forma de discriminação;
  • ❤️ Respeitamos todas as crenças, religiões, filosofias de vida e também a ausência delas;
  • ❤️ Celebramos a diversidade como fundamento do nosso trabalho;
  • ❤️ Oferecemos um espaço seguro e livre de julgamentos;
  • ❤️ Cuidamos integralmente do ser humano, em suas dimensões emocional, social e espiritual;
  • ❤️ Chegamos onde for preciso, levando apoio espiritual em todos os locais onde houver necessidade;
  • ❤️ Garantimos acessibilidade com voluntários capacitados em LIBRAS para atendimento a pessoas surdas e com deficiência auditiva.

Para Quem é Nosso Atendimento?

Nosso atendimento é destinado a todas as pessoas que, em algum momento de suas vidas, precisem de:

  • Apoio espiritual e emocional em situações de emergência ou desastre;
  • Escuta acolhedora e humanizada em hospitais, clínicas e unidades de saúde;
  • Acompanhamento em abrigos, comunidades e instituições de acolhimento;
  • Assistência a pacientes, familiares e profissionais da saúde;
  • Orientação em momentos de crise, luto, doença ou sofrimento;
  • Acompanhamento espiritual nas ações de proteção e defesa civil;
  • Conforto e esperança onde quer que estejamos presentes;
  • Atendimento em LIBRAS para pessoas surdas e com deficiência auditiva.

Nosso Princípio

"Cada pessoa é única e merece ser acolhida com respeito, empatia e amor — independentemente de sua fé, de sua condição ou de sua caminhada espiritual. Onde colocarmos a planta do pé, levaremos cuidado, humanidade e inclusão."

Entre em Contato

Se você ou alguém que você conhece precisa de apoio espiritual, saiba que nossas portas e nossos corações estão abertos para todos. Entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar.

Estamos aqui por você.

UNIVOB – Capelania Especializada Capelania Social e Defesa Civil do Ministerium Espiritual CWS Salvar de Missionário de Defesa Civil – MECSMDC União Nacional e Internacional de Voluntariados do Brasil Cuidando de pessoas, respeitando diversidades, presente onde for preciso.


Coordenador Geral - Carlo Wladimyr Dr. Ministro Eclésio D.H.C Juiz de Paz Eclesiástico do Conselho de Justiça de Paz Eclesiástico do Brasil – COJUPEB, Capelão Especialista da Capelania Federal do Brasil - CAFEB, União Evangélica do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e PIB-Duque de Caxias.


CAPELANIA ESPECIALIZADA EM DESASTRES: SERVIR COM FÉ, PREPARO, HUMANIDADE E RESPONSABILIDADE

Uma atuação humanitária fundamentada no acolhimento, na ética e no respeito à dignidade humana


Em situações de emergência e desastres, as pessoas afetadas podem enfrentar perdas materiais, separações familiares, medo, insegurança, sofrimento emocional e profundas mudanças em suas vidas.


Nesse contexto, a Capelania Especializada em Desastres exerce uma importante função de acolhimento, escuta, apoio espiritual e assistência humanitária, sempre respeitando a dignidade, a autonomia, as crenças e os direitos de cada pessoa.


A atuação do capelão deve ocorrer de maneira organizada, responsável e integrada às estruturas de Proteção e Defesa Civil, observando protocolos operacionais, limites de competência, princípios éticos e orientações das autoridades responsáveis.


A assistência espiritual deve ser ofertada, nunca imposta, respeitando pessoas de diferentes religiões, crenças, convicções filosóficas ou que não possuam qualquer religião.


A capacitação é fundamental para que o voluntário ou capelão esteja preparado para atuar com segurança, equilíbrio, humildade, responsabilidade e respeito às demais equipes envolvidas na resposta a desastres.


Nesse contexto, apresentamos a transcrição integral da fala da Tenente-Coronel Bombeiro Militar Adriana Bianchi, apresentada no Módulo II do Curso de Capelania Operacional em Desastres.


TRANSCRIÇÃO INTEGRAL — MÓDULO II DO CURSO DE CAPELANIA OPERACIONAL EM DESASTRES


Bom dia a todos. Sejam muito bem-vindos ao Módulo II do Curso de Capelania Operacional em Desastres.


Antes de começarmos propriamente o nosso conteúdo, eu gostaria de me apresentar um pouco melhor a vocês. Não apenas pelos cargos ou pelos títulos, mas também pela trajetória que me trouxe até aqui — porque acredito que a forma como ensinamos e como servimos também é construída a partir daquilo que vivemos.


Eu sou a Tenente-Coronel Bombeiro Militar Adriana Bianchi, assessora da Superintendência Operacional da Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro.


Tenho 25 anos de Corpo de Bombeiros e 25 anos de atuação nessa estrutura institucional que hoje integra a SEDEC/CBMERJ. Desde 2015 estou diretamente inserida no Sistema de Proteção e Defesa Civil, trabalhando com aquilo que, ao longo do tempo, deixou de ser apenas uma atividade profissional para se tornar uma parte muito importante da minha própria história.


Sou instrutora da Escola de Defesa Civil, mestre em Segurança e Defesa Civil e especialista na área de captação de recursos. Ao longo desses anos, tive a oportunidade de trabalhar com formação, planejamento, gestão de riscos, preparação, resposta a desastres e, principalmente, com pessoas.


Mas existe uma outra parte da minha vida que também explica muito o motivo de eu estar aqui falando com vocês.


Eu sou catequista desde os 14 anos de idade. Hoje tenho 48. Portanto, são 34 anos de caminhada na catequese.


Isso significa que, praticamente durante toda a minha vida adulta, duas dimensões caminharam comigo: de um lado, o serviço público, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil; de outro, a fé, a formação cristã e o cuidado com pessoas.


E talvez seja justamente no encontro dessas duas histórias que eu compreenda a capelania.


Sou cristã católica, sou catequista, sou capelã, mas também sou esposa, mãe e integrante de uma família que é muito importante para mim.


Sou casada com o Subtenente BM Douglas Xavier, também bombeiro militar. Sou mãe da Ana Caroline e da Ana Beatriz, e sou também mãe de coração do Cadu e da Júlia.


Faço questão de dizer isso porque, quando falamos sobre desastre, vulnerabilidade, perda, família, medo, esperança e reconstrução, nós não estamos falando apenas de conceitos técnicos.


Estamos falando de coisas que pertencem à vida.


E antes de sermos militares, profissionais, professores, capelães ou voluntários, nós somos pessoas.


Nós amamos pessoas.


Nós temos família.


Nós temos medos.


Nós conhecemos perdas.


Nós sabemos o que significa precisar de alguém.


E é justamente essa humanidade que precisa permanecer conosco quando vestimos um colete, colocamos uma identificação de capelão e entramos em uma operação.


Mas ela precisa caminhar junto com outra coisa: preparo.


Porque este módulo parte de uma pergunta muito importante:


O que transforma a capelania em desastres em uma atividade profissional e não apenas em uma manifestação espontânea de boa vontade?


Essa é uma das perguntas centrais que orientam todo o nosso Módulo II.


E eu já gostaria de deixar uma primeira resposta para vocês:


boa vontade é indispensável. Mas, em um desastre, boa vontade sozinha não basta.


É preciso conhecimento.


É preciso preparação.


É preciso disciplina.


É preciso ética.


É preciso compreender o Sistema de Comando de Incidentes.


É preciso saber trabalhar em equipe.


E, sobretudo, é preciso conhecer os próprios limites.


Talvez uma das coisas mais importantes que eu gostaria que vocês levassem destas aulas seja esta:


O limite não diminui o capelão. O limite qualifica o seu cuidado.


Na Defesa Civil nós aprendemos que ninguém atua sozinho.


Existe uma estrutura. Existe comando. Existem responsabilidades diferentes. Existem profissionais com competências específicas. E existe uma razão para que cada pessoa saiba exatamente onde começa e onde termina a sua atribuição.


Com a capelania não pode ser diferente.


Ao longo da minha trajetória profissional, e especialmente nas experiências de resposta a grandes ocorrências, eu aprendi algo que nenhum livro consegue ensinar completamente.


Quando chegamos a um desastre, encontramos pessoas em um momento em que algumas das referências mais importantes da vida delas podem ter sido abruptamente rompidas.


Às vezes aquela pessoa perdeu a casa.


Às vezes perdeu alguém que ama.


Às vezes perdeu documentos, objetos, memórias construídas durante uma vida inteira.


Às vezes perdeu aquilo que lhe dava segurança.


E, em algumas situações, naquele primeiro momento, ela perdeu até mesmo a capacidade de compreender o que acabou de acontecer.


É nesse espaço que o capelão chega.


E por isso nós precisamos compreender a enorme responsabilidade existente nesse encontro.


A pessoa diante de nós não é objeto da nossa ajuda.


Ela continua sendo uma pessoa com história, dignidade, autonomia, cultura, crenças, valores, escolhas e direitos.


E aqui existe uma experiência que a vida também foi me ensinando.


Diante da dor do outro, nossa primeira vontade normalmente é fazer alguma coisa.


Nós queremos falar.


Queremos abraçar.


Queremos consolar.


Quem tem fé talvez queira imediatamente rezar, oferecer uma palavra, trazer esperança.


Esse impulso é legítimo.


Mas maturidade também significa compreender que nem sempre cuidar é fazer mais.


Às vezes cuidar é saber permanecer.


É escutar.


É respeitar o silêncio.


É perceber que aquela pessoa ainda não quer falar.


É entender que ela talvez professe uma fé diferente da nossa.


Ou talvez não tenha religião alguma.


É perceber que determinada necessidade ultrapassa nossa competência e precisa ser encaminhada para um psicólogo, um assistente social, um profissional de saúde ou outro integrante da operação.


Às vezes, cuidar é simplesmente estar presente.


Por isso, este módulo não pretende diminuir a dimensão espiritual da capelania quando introduz legislação, Sistema de Comando de Incidentes, voluntariado, zonas operacionais, padrões humanitários, protocolos e regras de acionamento.


Muito pelo contrário.


Nós queremos dar estrutura à vocação.


Queremos transformar disponibilidade em capacidade.


Queremos transformar intenção em atuação responsável.


Queremos preparar vocês para que, quando alguém realmente precisar da presença de um capelão, vocês possam chegar não apenas com o coração disponível, mas também sabendo:


onde estar,


como agir,


a quem se apresentar,


a quem se reportar,


o que observar,


o que podem fazer


e, igualmente importante, o que não devem fazer.


É exatamente por isso que nosso módulo começa pelos Fundamentos de Proteção e Defesa Civil, passa pela doutrina operacional e pelo Sistema de Comando de Incidentes, trabalha voluntariado, referenciais humanitários, populações vulneráveis, assistência religiosa e termina na organização da Rede Estadual de Capelania Operacional em Desastres, sua legislação e seu protocolo de atuação.


E vocês vão perceber uma mudança de paradigma muito importante:


o capelão não chega ao desastre por conta própria para fazer aquilo que acredita ser necessário.


O capelão integra uma resposta organizada.


E isso exige uma palavra que eu considero fundamental para quem deseja trabalhar com capelania:


humildade.


Humildade para trabalhar sob comando.


Humildade para aprender com outras profissões.


Humildade para compreender que o psicólogo possui uma competência que não é a nossa.


Que o assistente social tem outra.


Que o médico tem outra.


Que as equipes de busca e salvamento possuem outra.


E que todas essas competências podem trabalhar juntas em torno de uma mesma pessoa.


E também humildade para reconhecer que a pessoa que está diante de nós pode pensar e acreditar de uma maneira completamente diferente da nossa.


Esse talvez seja um dos maiores testes da maturidade espiritual de um capelão.


Eu sou cristã católica. A minha fé é parte profunda de quem eu sou.


Mas uma fé madura não precisa se impor para existir.


Ela sabe servir.


E existe uma imagem de Jesus que sempre me toca muito quando penso em capelania: Jesus que se aproxima das pessoas, que olha, que escuta, que pergunta, que acolhe.


E existe uma frase que, para mim, resume profundamente aquilo que um capelão deve compreender sobre sua missão:


“Não vim para ser servido, mas para servir.”


Marcos 10,45.


Guardem essa palavra:


servir.


Não conduzir a pessoa para onde eu quero.


Não utilizar a vulnerabilidade dela para transmitir aquilo em que eu acredito.


Não ocupar o lugar de outro profissional.


Não querer ser protagonista de uma tragédia que pertence à história de outra pessoa.


Servir.


E servir em um desastre pode significar oferecer presença sem invadir.


Escutar sem interrogar.


Acolher sem julgar.


Orientar sem dominar.


Conectar sem abandonar.


E respeitar sem fazer distinção.


Por isso vocês também vão ouvir muito neste módulo uma ideia essencial:


a assistência espiritual é ofertada, nunca imposta.


Então eu gostaria de fazer um convite a vocês.


Não vivam estas próximas aulas apenas como alunos que precisam aprender um conteúdo para realizar uma avaliação.


Deixem-se formar.


Perguntem.


Participem.


Tragam suas experiências.


Tragam suas dúvidas.


Tragam aquelas situações em que vocês talvez ainda não saibam qual seria a conduta adequada.


Porque é muito melhor discutirmos nossos limites aqui, em ambiente de formação, do que descobri-los diante de uma família que acabou de perder tudo.


E eu também estarei aqui com vocês não apenas como instrutora.


Vou trazer aquilo que estudei.


Aquilo que a legislação estabelece.


Aquilo que a Defesa Civil exige.


Mas também aquilo que esses 25 anos de Corpo de Bombeiros, a minha experiência na Defesa Civil, a docência, a capelania, a catequese e a própria vida me ensinaram.


E talvez uma das maiores lições seja esta:


ninguém precisa ser extraordinário para cuidar de alguém em sofrimento. Mas precisa estar preparado para fazê-lo com responsabilidade.


É isso que nós vamos construir juntos neste Módulo II.


Técnica suficiente para não improvisar.


Disciplina suficiente para respeitar o sistema.


Humildade suficiente para reconhecer limites.


Humanidade suficiente para enxergar a pessoa.


E fé suficiente para compreender que servir também significa saber quando falar, quando silenciar, quando permanecer e quando encaminhar.


Se, ao final deste módulo, vocês compreenderem que ser capelão operacional não significa ser o “herói” que chega onde ninguém chegou, mas ser um servidor preparado, ético, integrado e confiável, nós teremos alcançado uma parte muito importante do nosso objetivo.


Então, sejam muito bem-vindos.


Que este seja um tempo de aprendizado, reflexão e amadurecimento.


E, sobretudo, um tempo de preparação para servir.


Porque, quando o desastre chegar, talvez nós não possamos devolver àquela pessoa tudo aquilo que ela perdeu.


Mas podemos contribuir para que, no momento da sua maior vulnerabilidade, ela encontre pessoas preparadas para tratá-la com segurança, respeito, dignidade, humanidade e esperança.


É para isso que estamos aqui.


Sejam muito bem-vindos ao Módulo II.


E vamos começar.


MENSAGEM INSTITUCIONAL

O compromisso da UNIVOB/MECSMDC /AMACOPA com o acolhimento humanitário


A UNIVOB/MECSMDC /AMACOPA reconhece que a atuação em situações de emergência e desastre exige preparo, responsabilidade, integração institucional e respeito absoluto à dignidade humana.


A Capelania Especializada em Desastres deve ser compreendida como uma atividade de apoio, acolhimento e assistência espiritual, desenvolvida de maneira ética, humanizada e complementar às demais ações de Proteção e Defesa Civil.


O capelão não substitui profissionais da saúde, psicólogos, assistentes sociais, médicos, equipes de busca e salvamento ou outros agentes especializados. Sua atuação deve respeitar os limites de sua formação e seguir as orientações da coordenação responsável pela operação.


O cuidado espiritual deve ser oferecido com sensibilidade, sem constrangimento, discriminação ou imposição religiosa. Cada pessoa deve ser respeitada em sua identidade, cultura, fé, crenças, valores e também em seu direito de não professar uma religião.


A verdadeira missão do capelão é servir com humildade, escutar com atenção, acolher com respeito e contribuir para que a pessoa afetada encontre segurança, dignidade, esperança e apoio durante um momento de vulnerabilidade.


A capacitação contínua, o conhecimento dos protocolos, a compreensão do Sistema de Comando de Incidentes e a integração com as equipes operacionais são elementos essenciais para uma atuação segura e responsável.


A UNIVOB/MECSMDC /AMACOPA reafirma seu compromisso com a formação de voluntários, capelães, agentes humanitários e colaboradores preparados para atuar em ações sociais, humanitárias e de Proteção e Defesa Civil, sempre observando a legislação aplicável, os princípios éticos e os limites institucionais.


NOSSO COMPROMISSO


Servir ao próximo é mais do que uma atitude de solidariedade. É um compromisso com a vida, com a dignidade humana, com a responsabilidade e com o respeito ao sofrimento de cada pessoa.


Que todos os voluntários e capelães compreendam que:


A boa vontade precisa estar acompanhada de preparo;

A assistência espiritual deve ser ofertada, nunca imposta;

O respeito deve prevalecer sobre qualquer diferença;

O trabalho integrado fortalece a resposta humanitária;

O conhecimento dos próprios limites protege o voluntário e a pessoa atendida;

A humildade, a ética e a humanidade devem orientar todas as ações.


Defesa Civil Somos Todos Nós!


Servir ao próximo é um ato de amor, cidadania e compromisso com a vida.


AGRADECIMENTO INSTITUCIONAL


A UNIVOB/MECSMDC /AMACOPA expressa seu sincero agradecimento à ESCOLA DE DEFESA CIVIL – ESDEC/SEDEC-RJ, a primeira Escola de Defesa Civil do Brasil, pelo importante trabalho desenvolvido na formação, capacitação e qualificação de profissionais, voluntários e agentes comprometidos com a prevenção, a proteção e a resposta humanitária em situações de emergência e desastres.


Registramos nosso reconhecimento a todos os profissionais, instrutores e colaboradores que dedicam seus conhecimentos ao fortalecimento da cultura de prevenção e à preparação da sociedade para a proteção da vida.


Gratidão por ensinar, preparar e fortalecer a Defesa Civil.


IDENTIFICAÇÃO INSTITUCIONAL


UNIVOB/MECSMDC /AMACOPA

União Nacional e Internacional de Voluntariados do Brasil

Ministerium Espiritual CWS Salvar de Missionário de Defesa Civil

Associação de Moradores e Amigos de Copacabana e Adjacências


Capelania Social, Espiritual e de Proteção e Defesa Civil


🌐 www.atividadehumanitariadefesacivil.com


Acolher, proteger, servir e respeitar.


Defesa Civil Somos Todos Nós!


APRESENTAÇÃO CONFORME SOLITAÇÃO - NOTA INSTITUCIONAL

TRAJETÓRIA, SERVIÇO E COMPROMISSO HUMANITÁRIO

🙏 Sou Servo e Amigo do Senhor Jesus Cristo.

🎖️ Ten BM RR Wladimyr – SEDEC/CBMERJ

Ao longo da minha trajetória profissional, atuei em diversas Organizações Bombeiro Militar (OBM) do CBMERJ, bem como em algumas unidades da SEDEC, desde a época em que a Defesa Civil era vinculada ao Estado-Maior Geral (EMG) do CBMERJ.

Foram mais de 43 anos de serviço computado, dedicados a servir ao Brasil, período em que me encontrava no abono de permanência. Posteriormente, solicitei minha passagem para a Reserva Remunerada, quando estava lotado no órgão externo SUAD/SEDEC.

Além das diversas atividades que fazem parte da minha vida, atualmente também desenvolvo ações de caráter voluntário e humanitário, com foco no auxílio a pessoas e animais em situações de vulnerabilidade e emergência.

🤝 Na UNIVOB/MECSMDC/AMACOPA – União Nacional e Internacional de Voluntariados do Brasil, atuo como Diretor e Coordenador Geral, com foco na organização e implantação de Abrigos Temporários, Provisórios e Emergenciais, oferecendo acolhimento, proteção e assistência humanitária às pessoas afetadas por situações de desastre e emergência, inclusive serviço elétrico.

Minha trajetória representa um compromisso contínuo com o serviço, a solidariedade, a proteção da vida e o apoio às pessoas e comunidades que enfrentam situações de vulnerabilidade.

🇧🇷 Defesa Civil Somos Todos Nós!

🙏 Servir ao próximo é um ato de amor, cidadania e compromisso com a vida.

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